
Reforma Tributária entra em nova fase e exige preparação desde já de hotéis, bares e restaurantes
agosto 7, 2026Licença de Instalação autoriza início das obras de estrutura que receberá investimento estimado em R$ 800 milhões; SEHA destaca impacto para turismo, hotelaria, gastronomia e negócios
A terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, finalmente vai sair do papel. O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia do Governo do Paraná, emitiu a Licença de Instalação que autoriza o início das obras da nova estrutura, que terá investimento estimado em cerca de R$ 800 milhões, realizado pela concessionária responsável pelo aeroporto.
A autorização representa um importante avanço para a infraestrutura aeroportuária do Paraná e é recebida pelo setor turístico como uma medida estratégica para ampliar a conectividade aérea, fortalecer o turismo de negócios e lazer e preparar a Região Metropolitana de Curitiba para um novo ciclo de desenvolvimento.
O presidente do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação (SEHA) e coordenador do G5 do Turismo do Paraná, Jonel Chede Filho, destaca que a obra chega em um momento importante para o setor.
“A terceira pista é uma obra fundamental para o futuro do turismo paranaense. Turismo também é conectividade. Não basta termos destinos, hotéis, restaurantes, eventos e uma estrutura turística cada vez mais qualificada se não tivermos capacidade para trazer mais visitantes para o Paraná”, afirma.
Segundo Chede, a ampliação da capacidade aeroportuária deve produzir efeitos em toda a cadeia turística.
“Quando um turista chega ao Paraná, ele movimenta uma cadeia inteira. Ele utiliza hotel, restaurante, transporte, comércio, atrativos turísticos e serviços. No turismo de negócios, esse impacto é ainda maior, porque estamos falando de congressos, feiras, convenções e grandes eventos. Portanto, investir no aeroporto é investir diretamente no desenvolvimento do turismo e na geração de oportunidades”, ressalta.
UMA NOVA ESTRUTURA PARA AMPLIAR A CONECTIVIDADE
A terceira pista terá 3 mil metros de comprimento e 45 metros de largura, com acostamentos pavimentados de 7,5 metros em cada lado.
O projeto também prevê áreas de segurança de fim de pista, plataformas de contenção de jato de motor e seis novas pistas de táxi, que farão a conexão da nova estrutura com as demais áreas operacionais do aeroporto.
Segundo a programação apresentada pela concessionária, as obras terão duração estimada de 28 meses, incluindo a construção e a etapa de homologação junto à agência reguladora.
A expectativa é de geração de aproximadamente mil empregos diretos durante a execução do empreendimento.
Para o presidente do SEHA, a nova pista também amplia as possibilidades de o Paraná avançar na atração de novos voos e mercados.
“Estamos falando de uma infraestrutura que olha para o futuro. O Paraná quer receber mais turistas, quer ampliar sua presença no turismo internacional, quer fortalecer o turismo de negócios e quer estar cada vez mais conectado. Para isso, precisamos ter um aeroporto preparado para esse crescimento”, afirma Jonel Chede.
IMPACTO DIRETO NO TURISMO
A ampliação da infraestrutura aeroportuária acontece em um momento de crescimento da conectividade aérea de Curitiba e do fortalecimento do Estado como destino turístico.
A recente operação da rota Curitiba-Lisboa, pela TAP Air Portugal, é um exemplo desse movimento de ampliação das conexões internacionais.
Na avaliação de Jonel Chede, novas ligações aéreas e uma infraestrutura aeroportuária mais robusta formam uma combinação importante para o desenvolvimento do turismo.
“Cada nova conexão aérea abre uma porta para o Paraná. É uma oportunidade de mostrar nossos destinos, nossa gastronomia, nossa cultura e nossa capacidade de receber bem. A terceira pista nos dá condições para pensar maior e para disputar novos mercados”, destaca.
O impacto também deverá alcançar diretamente os setores representados pelo SEHA.
“Para a hotelaria e a gastronomia, uma infraestrutura aeroportuária mais forte significa potencialmente mais hóspedes, mais clientes e mais movimento. Mas o impacto vai muito além. Beneficia agências de viagens, transporte, comércio, eventos, atrativos turísticos e toda a cadeia que depende da circulação de visitantes”, explica o presidente do Sindicato.
TURISMO DE NEGÓCIOS E GRANDES EVENTOS
Outro segmento que poderá ser beneficiado é o turismo de negócios.
A ampliação da capacidade aeroportuária fortalece as condições para que Curitiba e sua Região Metropolitana disputem a realização de congressos, feiras, convenções e eventos de maior porte.
Para Jonel Chede, esse é um dos grandes potenciais da nova infraestrutura.
“O turismo de negócios tem uma característica muito importante: ele movimenta uma grande quantidade de setores ao mesmo tempo. Um congresso não movimenta apenas o local onde acontece. Ele ocupa hotéis, restaurantes, transporte, bares, comércio e serviços. E muitas vezes o participante volta depois com a família para conhecer o destino”, explica.
Segundo ele, a terceira pista deve ser vista dentro de um conjunto maior de investimentos necessários para consolidar o Paraná como destino turístico e de eventos.
“Precisamos olhar para o aeroporto, para a infraestrutura rodoviária, para os nossos destinos e também para equipamentos capazes de receber grandes eventos. É um conjunto de investimentos que pode mudar o patamar do turismo paranaense”, afirma.
IMPACTO TAMBÉM NA LOGÍSTICA
Além do turismo, a terceira pista deverá reforçar a estrutura logística da Região Metropolitana de Curitiba.
A ampliação da capacidade aeroportuária poderá contribuir para as operações de transporte de cargas e atender às necessidades do setor produtivo, fortalecendo a competitividade da indústria paranaense.
Para o turismo, esse efeito também é relevante, já que uma economia mais dinâmica contribui para a geração de empregos, renda e investimentos em serviços.
OBRA TERÁ ACOMPANHAMENTO AMBIENTAL
A Licença de Instalação emitida pelo IAT estabelece 41 condicionantes ambientais que deverão ser cumpridas durante a execução do empreendimento.
Entre as exigências estão medidas de monitoramento da fauna, incluindo espécies como os bugios, além de programas de recuperação e cuidados específicos nas áreas de intervenção.
De acordo com a concessionária, a equipe técnica de engenharia está analisando as exigências da licença para realizar os ajustes necessários no projeto antes do início das atividades.
A construtora responsável pela obra já foi contratada.
A diretora de Negócios Brasil da Motiva Aeroportos, Monique Henriques Barbato de Souza, destacou que a licença é fundamental para garantir que a implantação ocorra de acordo com os padrões ambientais estabelecidos.
“A obtenção desta licença é fundamental para assegurar que a execução da obra ocorra dentro dos mais elevados padrões de sustentabilidade, minimizando os impactos ao meio ambiente”, afirmou.
UM PASSO IMPORTANTE PARA O FUTURO
Para o presidente do SEHA, a autorização para o início da terceira pista representa mais do que uma obra de infraestrutura.
É um investimento na capacidade do Paraná de receber pessoas, negócios e oportunidades.
“Nós estamos falando de uma obra que vai durar 28 meses, mas que terá efeitos por décadas. O que estamos construindo agora é a infraestrutura que permitirá ao Paraná receber mais visitantes, realizar mais eventos, ampliar seus negócios e fortalecer toda a cadeia do turismo”, afirma Jonel Chede.
O empresário reforça que o momento exige união entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.
“O turismo não é feito por uma entidade, por uma empresa ou por um município isoladamente. É uma construção coletiva. Precisamos continuar trabalhando juntos para que investimentos como esse se transformem em desenvolvimento, emprego e renda para todo o Paraná”, conclui.
A expectativa é que a terceira pista contribua para consolidar o Aeroporto Internacional Afonso Pena como um importante ponto de conexão regional, nacional e internacional, fortalecendo a posição de Curitiba e do Paraná no mapa do turismo e dos negócios.



