
SEHA reforça mobilização contra votação apressada da PEC que prevê fim da escala 6×1
agosto 31, 2026Região central lidera novos negócios na capital; hotelaria, gastronomia, comércio e serviços podem se beneficiar do aumento da circulação e dos investimentos
O Centro de Curitiba vive um novo momento de retomada econômica. Entre janeiro e julho de 2026, foram abertas 5.181 novas empresas na região, número 72% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 3.009 novos negócios.
O crescimento é mais que o dobro da média registrada em toda Curitiba, que apresentou alta de 34% na abertura de empresas nos primeiros sete meses do ano. Com o resultado, o Centro ultrapassou a Cidade Industrial de Curitiba (CIC), que registrou 3.364 novas empresas no período, e passou a liderar a abertura de novos negócios entre os bairros da capital. Os dados são de levantamento da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento e foram divulgados pela Prefeitura de Curitiba.
Atualmente, o Centro reúne aproximadamente 49,9 mil empresas ativas, o equivalente a 9% do total de empresas existentes no município.
Gastronomia acompanha movimento de novos negócios
O cenário também chama a atenção dos setores de alimentação, gastronomia, hotelaria e turismo, que possuem forte relação com a dinâmica econômica e com a circulação de pessoas na região central.
Entre as atividades presentes entre os novos negócios estão desenvolvimento de software, serviços administrativos, promoção de vendas, comércio de vestuário, lanchonetes, padarias e restaurantes.
Em Curitiba como um todo, o levantamento municipal registrou 48.984 novos alvarás entre janeiro e julho de 2026, contra 36.542 no mesmo período de 2025. O resultado representa uma média de aproximadamente dez empresas abertas por hora na cidade.
Entre os segmentos relacionados à alimentação, foram registrados, no período, 354 novos restaurantes e similares, além de 474 novas empresas classificadas como lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares. Também foram abertas 602 empresas de fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar.
Para o presidente do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação (SEHA-PR) e coordenador do G5 do Turismo do Paraná, Jonel Chede, os números indicam que a recuperação do Centro precisa ser observada de forma integrada.
“O crescimento da abertura de empresas no Centro é um sinal muito positivo para toda a economia de Curitiba. Quando novos negócios chegam, temos mais circulação de pessoas, mais empregos, mais consumo e uma demanda maior por serviços. Para a hotelaria e a alimentação, esse movimento é especialmente importante porque esses setores estão diretamente ligados à dinâmica econômica, ao turismo e à experiência de quem vive ou visita a cidade”, afirma Chede.
Segundo ele, a revitalização da região central pode criar um ciclo positivo de desenvolvimento.
“Precisamos enxergar o Centro como um grande ecossistema. A chegada de novos empreendimentos, a recuperação dos imóveis, a melhoria dos espaços públicos, a oferta de serviços e a presença de hotéis, restaurantes e estabelecimentos gastronômicos fazem parte de um mesmo processo. Quanto mais qualificado e atrativo for o Centro, maior será sua capacidade de receber moradores, trabalhadores, turistas e novos investimentos”, destaca o presidente do SEHA.
Programa Curitiba de Volta ao Centro impulsiona investimentos
O avanço na abertura de empresas ocorre paralelamente às ações do programa Curitiba de Volta ao Centro, iniciativa que reúne incentivos fiscais, econômicos e construtivos, além de intervenções urbanas voltadas à requalificação da região.
Um dos principais mecanismos do programa é a subvenção econômica para estimular investimentos privados. No primeiro edital, foram apresentadas 47 propostas de intervenção, que juntas representam R$ 268 milhões em investimentos previstos por empresários, comerciantes, proprietários de imóveis e outros interessados na revitalização do Centro. Os pedidos de subvenção encaminhados ao município somaram R$ 77 milhões.
Das 47 propostas, 27 são voltadas para intervenções globais em imóveis e outras 20 têm foco no chamado comércio ativo, modalidade destinada à revitalização de espaços comerciais, principalmente nos térreos das edificações.
O programa também prevê R$ 133 milhões em incentivos fiscais, além de benefícios construtivos para estimular a recuperação e a ocupação de imóveis na região central.
Na avaliação de Jonel Chede, a participação da iniciativa privada é fundamental para que a revitalização seja permanente.
“O poder público tem um papel fundamental na criação das condições para a retomada, mas é a iniciativa privada que dá vida ao Centro todos os dias. São os hotéis, restaurantes, bares, lojas, empresas de serviços e demais empreendimentos que ajudam a manter a região movimentada. Por isso, é importante que os incentivos continuem estimulando investimentos e que exista diálogo permanente com o setor empresarial”, afirma.
Centro como destino turístico e gastronômico
Além de concentrar empresas, comércio e serviços, o Centro possui uma posição estratégica para o turismo de Curitiba. A região reúne equipamentos culturais, patrimônio histórico, espaços públicos, hotéis, restaurantes, bares, cafés e diferentes opções de serviços.
O fortalecimento da atividade econômica pode contribuir para ampliar a permanência de visitantes e estimular o consumo em diferentes segmentos da cadeia turística.
Para o coordenador do G5 do Turismo do Paraná, a recuperação do Centro também deve ser compreendida como uma estratégia de fortalecimento do turismo da capital.
“O turista não separa a cidade em setores. Ele procura um lugar seguro, bem cuidado, com boa gastronomia, hospedagem de qualidade, comércio, cultura e opções de lazer. Se conseguirmos integrar essas atividades e tornar o Centro cada vez mais atrativo, todos ganham: o morador, o empresário, o trabalhador e o visitante”, avalia Chede.
Os dados divulgados pela Prefeitura reforçam a percepção de que a região central voltou a despertar o interesse de empreendedores. O desafio, agora, é transformar o crescimento no número de empresas em um processo consistente de reocupação, geração de empregos, melhoria urbana e fortalecimento da economia local.
Para o SEHA, a retomada do Centro representa uma oportunidade estratégica para consolidar Curitiba como um destino ainda mais competitivo em turismo, gastronomia, eventos e negócios.
Fonte: Prefeitura de Curitiba – Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento / Secretaria Municipal da Comunicação Social.



