

Curitiba alcançou um marco inédito em sua trajetória turística: pela primeira vez, o turismo de lazer superou o turismo de negócios como principal motivo das viagens à capital paranaense. Dados do Instituto Municipal de Turismo apontam que, em 2024, 33,3% dos visitantes vieram à cidade em busca de lazer, enquanto 24% tiveram os negócios como razão principal.
No total, foram 10 milhões de turistas no ano, movimentando R$ 13,8 bilhões na economia local. O resultado representa um fortalecimento direto nos setores de hotelaria, gastronomia e entretenimento, consolidando Curitiba como um dos destinos urbanos mais importantes do Brasil.
A pesquisa mostra que os turistas vieram principalmente do Sudeste (38,7%) e do Sul (34,5%), com destaque para São Paulo (25%), Paraná (16,1%) e Santa Catarina (11,7%). Entre os atrativos mais procurados estão ícones da cidade como o Jardim Botânico, a Ópera de Arame/Pedreira Paulo Leminski e o Parque Tanguá.
Na gastronomia, pratos típicos como a carne de onça e o barreado foram os mais lembrados pelos visitantes, reforçando o papel da culinária local como parte essencial da experiência turística.
O ano também trouxe visibilidade global para Curitiba. A capital foi incluída pela Lonely Planet na lista das dez melhores cidades do mundo para visitar em 2025, sendo a única brasileira a figurar no ranking. Além disso, seis atrativos receberam o selo Travellers’ Choice 2025 do Tripadvisor, com destaque para o Jardim Botânico, premiado na categoria “Os Melhores dos Melhores”.
Com o crescimento do turismo de lazer, hotéis e restaurantes já registram mudança no perfil da demanda. O setor hoteleiro, tradicionalmente voltado para o público corporativo, começa a adaptar serviços e experiências para atender famílias, casais e viajantes em busca de cultura, gastronomia e lazer.
Especialistas apontam que a virada histórica reforça a necessidade de ampliar a infraestrutura turística e cultural, garantindo que Curitiba siga atraindo visitantes e fortalecendo sua imagem como destino cosmopolita, sustentável e acolhedor.
Por: Alexsander Pedrozo | Comunicação e Marketing