Mais de 105 mil empresas de alimentação abriram as portas no Brasil em 2021

A recuperação do setor de serviços no Brasil, mesmo que lenta e timidamente, impulsionou a abertura de novos negócios voltados à alimentação entre os meses de janeiro a abril deste ano. Foram 105,5 mil novas empresas segundo um levantamento divulgado pelo Sebrae na última semana, principalmente de pessoas que começaram preparando refeições em casa e decidiram se formalizar como microempreendedores individuais (MEIs).

De acordo com o estudo, as empresas de fornecimento de alimentos preparados para o consumo domiciliar, como marmitas, somaram 32,5 mil novos negócios. É um cenário que também foi identificado pela mais recente pesquisa da Serasa Experian, que identificou a abertura de mais de 230 mil empresas do setor de serviços apenas no mês de fevereiro – o segmento de alimentação está inserido nele.

Para Luiz Rabbi, economista da instituição, são empreendedores que precisaram encontrar uma alternativa de renda após algum impacto sofrido por conta da pandemia, que fechou empresas por todo o país. É o chamado ‘empreendedorismo de necessidade’.

“Abrir o próprio negócio no Brasil acabou se tornando um dos meios mais viáveis para geração de renda. Mesmo com um cenário delicado para muitas empresas do país, a estagnação negativa dos níveis de desemprego e o tempo mais curto das burocracias de abertura de empresas criam um ambiente que favorece a ideia de começar um empreendimento”, explica.

No mês, o setor de serviços teve uma alta de 23% na comparação do mesmo período de 2020.

Crise sim, mas com oportunidade

Por outro lado, embora o cenário pareça ser desfavorável para a abertura de novos negócios presenciais, restaurantes, lanchonetes e similares também tiveram um avanço importante no primeiro quadrimestre deste ano.

De acordo com o levantamento do Sebrae, são 52 mil novos pontos espalhados pelo país, seguidos por outros 21 mil voltados ao comércio varejista de bebidas.

Muitos deles são de pequenos negócios independentes e novos franqueados de redes alimentícias que viram oportunidades como aluguéis mais baixos principalmente em shoppings centers, encerramento e repasse de operações com condições mais favoráveis. A procura por franquias teve um crescimento de 6,5% neste ano segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Além disso, as marcas enxergaram em cidades de médio porte novas oportunidades de negócios, principalmente no interior. O bom desempenho do agronegócio levantou o consumo destes municípios e chamou a atenção para um novo público que normalmente tinha que se deslocar para capitais ou cidades maiores.

A holding multimarcas Halipar, por exemplo, abriu recentemente lojas das redes Griletto, Montana Grill, Jin Jin e Croasonho em shoppings das cidades de Umuarama (PR), São José (SC) e Campinas (SP).

O interior dos estados da região Sul do país é também o foco da rede gaúcha Café Cultura, que pretende terminar o ano de 2021 com 46 novas lojas no Paraná e Rio Grande do Sul.

No período analisado, foram fechadas cerca de 34,5 mil empresas do setor de alimentação no Brasil segundo o Ministério da Economia.

Fonte: Gazeta do Povo | Bom Gourmet

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