Empresas apostam em inovação para superar crise

Empresas de diversos setores sofreram um baque com a chegada do Covid-19 e, por conta desse impacto, precisaram mudar seu funcionamento. A Ford, por exemplo, alterou sua linha de produção no mundo para produzir respiradores mecânicos em vez de carros.

Negócios de diversos setores, de uma hora para a outra, tiveram que criar novos esquemas de trabalho remoto para garantir a saúde dos empregados e um mínimo de produtividade às corporações.

O que talvez ninguém imaginava era que isso funcionaria tão bem: 70% dos brasileiros aprovaram a inovação, segundo uma pesquisa recente da Universidade de São Paulo.

Especialistas tem chamado isso de “efeito colateral positivo” da pandemia. De acordo com o empreendedor Pedro Waengertner, CEO da Ace Startups, em entrevista para a Revista Exame, essa mudança brusca no dia a dia trazida pela quarentena abriu espaço para a inovação radical, como a implementação, por qualquer negócio, de uma gestão ágil, capaz de fazer frente a qualquer tipo de desafio pelo caminho —como uma crise sanitária.

Inovação como solução, sem medo da mudança

A inovação radical é baseada em seis pilares de gestão: investir em design organizacional, trabalhar com parceiros, colocar o cliente no centro, pensar como investidor, implementar uma agilidade capaz de ”matar o próprio negócio” para reinventá-lo, tornando-o melhor e mais adequado às circunstâncias.

A tarefa não é simples: é preciso se arriscar e nem todas as pessoas são adeptas a isso. Empresas de maior porte que apostaram na metodologia das startups obtiveram ganhos substanciais. Os empresários precisam entender que as vezes seu modelo de negócios está em declínio e mudanças são necessárias. Para inovar, é preciso arriscar e errar também. A estratégia de inovação radical propõe mais exposição a erros, mas em menor escala.

Em um mundo onde as mudanças acontecem de forma cada vez mais rápida, a recomendação de Waengertner é que as empresas não esperem por outra inovação forçada: “Elas podem começar a se preparar para as mudanças que já estão acontecendo. Esse não é um hábito que tem data de validade. Na verdade, é uma nova competência, a ser adotada por todos daqui em diante”, finaliza.

 

Fonte: https://exame.com/negocios/inovacao-a-aposta-das-empresas-para-superar-a-crise/

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